• China apresenta primeiro modelo de IA para avaliar impacto do clima no mercado de ações

    Vista aérea de um projeto de demonstração de integração de energia fotovoltaica e armazenamento de energia na cidade de Dongying, província de Shandong, no leste da China, em 8 de agosto de 2025. A cidade de Dongying tem investido ativamente em energia limpa nos últimos anos. (Foto: Guo Xulei/Xinhua)

    A China revelou seu primeiro modelo de inteligência artificial (IA) projetado para analisar o impacto dos padrões climáticos nos mercados financeiros, marcando um passo inovador na gestão de riscos relacionados ao clima, informou a Administração Meteorológica da China (CMA, na sigla em inglês).

    O modelo Shangji, ou Stock, foi desenvolvido em conjunto pela Universidade Fudan, com sede em Shanghai, e pelo Centro Nacional de Informações Meteorológicas. Sua função principal é avaliar como os fatores meteorológicos influenciam a precificação de ativos, oferecendo uma nova ferramenta para decisões de investimento e avaliação de riscos financeiros, segundo noticiou o jornal Diário de Ciência e Tecnologia, nesta terça-feira (13).

    Zhao Yanxia, uma das principais desenvolvedoras do modelo e diretora do laboratório aberto da CMA para meteorologia financeira, afirmou que o modelo, utilizando dados meteorológicos globais reanalisados e dados históricos de negociação de ações, é capaz de prever retornos de curto prazo para a maioria das ações do mercado de ações A da China.

    Testes de validação indicam que o modelo é capaz de identificar com precisão setores altamente sensíveis às condições climáticas, como energia eólica e solar, petroquímica tradicional, construção civil e agricultura, alinhando-se, assim, aos padrões internacionais.

    Testes retrospectivos de estratégias de investimento baseadas nas previsões do modelo demonstraram "retornos positivos sustentados e estáveis" em vários períodos históricos, sugerindo potencial prático, explicou Zhao.

    O modelo apresenta amplas perspectivas de aplicação no setor financeiro, disse Li Hao, professor do Instituto de Inovação e Incubação de Inteligência Artificial da Universidade Fudan e um dos criadores do modelo.

    Empresas em setores sensíveis ao clima podem utilizá-lo para a gestão de riscos climáticos, enquanto bancos e seguradoras podem aplicá-lo para controlar riscos em negócios, como garantias de ações, e explorar financiamentos relacionados ao clima, observou Li. Ele acrescentou que o modelo é útil para investidores como um auxílio em investimentos quantitativos e que acadêmicos podem usar seus resultados para testar e aprimorar teorias de precificação de ativos.

    A equipe de pesquisa planeja expandir o escopo do modelo para incluir títulos e contratos futuros, com o objetivo de atualizá-lo continuamente para acompanhar a dinâmica do mercado.

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